A estrada até Oyo é acompanhada pela existência de diversas pequena Villages.

As Villages são pequenos povoados que ocupam uma faixa de 15 a 25 metros de ambos os lados da estrada, cuja única rua é a própria estrada, sendo as casas dispostas à volta de um terreiro de terra batida.

A construção das casas tem por base uma estrutura de madeira, de forma paralelipipédica rectangular, preenchida por barro e cobertas por folhas de árvore.

Nenhuma destas Villages tem luz, água ou saneamento básico e são "governadas" por um Soba (chefe tribal).

A Economia regional e a alimentação têm por base a Mandioca. Não se vê qualquer oficina, industria e mesmo a agricultura e a pecuária são extremamente incipientes. Os únicos animais que avistei foram algumas galinhas e cabras, e mesmo estas espécies são de muito pequeno porte, bastante diferentes das existentes em Portugal.

A agricultura parece ser exclusivamente dedicada à produção de mandioca. A Mandioca tem como principal característica não dar trabalho nenhum, basta plantar! E independentemente de ser de baixo valor nutritivo e de não ter qualquer sabor, o facto de não dar muito trabalho faz com que domine completamente a produção agrícola desta região de África.
Seguindo as técnicas agrícolas ancestrais, e com vista à preparação dos terrenos para a plantação da mandioca, ao longo da estrada vêem-se inúmeras queimadas, cujo cheiro é prolongado e intensificado pelo elevado grau de humidade da região.

Todas as aldeias têm um nome. Os nomes das aldeias vão desde nomes locais, a nomes da família do Soba dominante ou mesmo nome de países e cidades do mundo (Italy, Paris ou Ottawa são alguns dos nomes que decorei).
As Villages são pequenos povoados que ocupam uma faixa de 15 a 25 metros de ambos os lados da estrada, cuja única rua é a própria estrada, sendo as casas dispostas à volta de um terreiro de terra batida.
A construção das casas tem por base uma estrutura de madeira, de forma paralelipipédica rectangular, preenchida por barro e cobertas por folhas de árvore.
Nenhuma destas Villages tem luz, água ou saneamento básico e são "governadas" por um Soba (chefe tribal).
A Economia regional e a alimentação têm por base a Mandioca. Não se vê qualquer oficina, industria e mesmo a agricultura e a pecuária são extremamente incipientes. Os únicos animais que avistei foram algumas galinhas e cabras, e mesmo estas espécies são de muito pequeno porte, bastante diferentes das existentes em Portugal.
A agricultura parece ser exclusivamente dedicada à produção de mandioca. A Mandioca tem como principal característica não dar trabalho nenhum, basta plantar! E independentemente de ser de baixo valor nutritivo e de não ter qualquer sabor, o facto de não dar muito trabalho faz com que domine completamente a produção agrícola desta região de África.
Seguindo as técnicas agrícolas ancestrais, e com vista à preparação dos terrenos para a plantação da mandioca, ao longo da estrada vêem-se inúmeras queimadas, cujo cheiro é prolongado e intensificado pelo elevado grau de humidade da região.
Todas as aldeias têm um nome. Os nomes das aldeias vão desde nomes locais, a nomes da família do Soba dominante ou mesmo nome de países e cidades do mundo (Italy, Paris ou Ottawa são alguns dos nomes que decorei).
Para lá destas aldeias há uma imensidão de terreno praticamente inexplorada, de natureza no seu estado mais puro e facilmente se confirma que a Republica do Congo é um dos países com mais baixa densidade populacional do mundo. A Republica do Congo tem cerca de 8,5 hab./Km2 176º do mundo (Em 192 Países), por comparação, Portugal fica em 64º com cerca de 118 hab./km2.
Ou seja, aqui está-se muito mais "à vontade"... Mas "à vontade", não é "à vontadinha"... ;-)))

Bem amigo, tudo o que descreveste nesta passagem é exactamente igual ao que vivi no Zaire. A diferença maior foi que tu percorreste uma estrada provavelmente alcatroada, e eu quando encontrei estas povoações era fazendo viagens pelo interior da floresta equatorial e claro sem qualquer vestígio de alcatrão.
ResponderEliminarAinda me lembro de visitar aldeias onde as crianças ficavam maravilhadas a olhar para mim e para o meu irmão quando eramos igualmente crianças, pois muitos nunca tinham visto brancos pequenos.
Mas a descrição das pequenas villages com o respectivo soba e o que mais que profuso uso e abuso da mandioca é em tudo idêntico ao que se vive no Zaire.
É um facto que não dá para compreender porque é tão difícil encontrar tanta fome ou uma agricultura tão pobre em países onde tudo cresce com uma facilidade incrível. Talvez seja este mesmo um dos problemas - a solução mais fácil é sempre a escolhida - ou então pior a ajuda humanitária dá menos trabalho :s
Mas não acredito que seja só isto a causa para esta "preguiça" em explorar outras potencialidades dos terrenos e das terras de África.. pelo menos nessa zona equatorial.
Sim a estrada era alcatroada, mas o cenário parece não ter alterado alguns anos depois. É claro que a tua experiência era ainda mais "radical", mas mesmo assim muitas vezes faz impressão ver que no sec. XXI ainda há muita gente que vive assim... Só mesmo vendo....
ResponderEliminarGrande Abraço